12 Nov 2006
Adeus, Slackware. Bem vindo, Ubuntu.
É isso mesmo que o título sugere: depois de muitos anos (uns três, pelo menos) de uso contínuo do Slackware Linux como sistema operacional do meu computador, enchi o saco de suas limitações e resolvi render-me à sedução do Ubuntu (que eu já utilizava em menor escala no laptop).
O começo do fim dessa relação tão bonita foi uma decepção há vários meses atrás, quando eu queria usar uma webcam no Linux, e o insolente do Slackware não me permitia; não tinha jeito de fazer aquele driver funcionar nele do mesmo jeito que funcionava no — na época — Kurumin 3.0 (mas esse foi um relacionamento bem curto, uma escapadinha que nem afetou meu relacionamento com o Slackware).
Depois foi outro golpe duríssimo: o Slackware não tem mais suporte ao GNOME, meu ambiente gráfico preferido. Ou seja, ou eu permanecia usando o KDE e todos os seus K-plicativos, ou instalava aquela coisa nojenta, culposa, asquerosa, suja, do Dropline. Pelo menos era isso que eu sentia ao ler os comentários “oficiais” acerca dele. Creiam-me, não tem nada pior do que você ter um gosto que destoe do politicamente correto ou comumente aceito.
Contudo, a crise veio mesmo quando, de uma hora para outra, o ALSA parou de funcionar, e eu não conseguia mais obter som no computador. Trabalhar ouvindo o Pandora, nem pensar! A não ser que eu deixasse o Pandora tocando música e executasse o alsaconf, o que de vez em quando produzia som no final do procedimento. Baixei todos os fontes do Alsa, compilei, compilei e recompilei Kernel, mas não teve jeito. No fim, rodar o alsaconf era ainda mais frustrante, pois ele nunca localizava minha placa de som.
E o golpe de misericórdia nessa relação duradoura, e pelo menos de minha parte marcada pela fidelidade, foi quando depois de fazer todo o procedimento cansativo e irritante de compilação do Alsa e do Kernel eu simplesmente esqueci de rodar um mkinitrd (uso ReiserFS), e fui brindado com uma acintosa mensagem de “kernel panic”, embora eu tenha a convicção de que compilei o suporte ao ReiserFS como built-in, e não como módulo.
Bem, foi o Slackware quem pediu, e resolvi jogar na cara dele todas as frustrações que essa relação me causava: negar-se a suportar uma simples webcam vagabunda era muito frustrante; negar-se a suportar o meu scanner USB parecia que ele fazia só para me irritar; ficar exigindo que eu compilasse o Kernel com freqüência era como me obrigar a discutir a relação bem na hora do último episódio da temporada de CSI; e, por fim mas não menos aviltante, ficar me jogando na cara os problemas de dependência quando instalava algum pacote e ele não trazia automaticamente ss pacotes a que o programa se vinculava era como me dizer: “não basta ser o melhor, tem que ser perfeito, ou você não poderá quando bem entender”.
Fim de relação é isso mesmo, estou aqui desopilando as mágoas que ficaram, e propositalmente escondo a minha parcela de culpa (eu sempre soube que não seria uma relação fácil). Por exemplo, eu sempre quis fazer valer a minha vontade, e nem sempre me dediquei a entender a personalidade e o comportamento do Slackware.
Contudo, minha nova paixão, o Ubuntu, tem se mostrado muito flexível e adaptada para me satisfazer. A começar pelos gostos em comum: o Ubuntu, assim como eu, prefere o GNOME por ambiente gráfico! E vem com ele pré-compilado, todo certinho, eu não preciso mais me sentir culpado! E, claro, caso eu deseje posso usar KDE ou XFCE também, mas que tipo de monstro insensível seria eu se não experimentasse o Ubuntu como ele naturalmente é?
E a instalação de programas, então? É um doce, e eu posso usar entre quatro modos distintos:
- o “Adicionar Programas”, que é o Synaptic simplificado, sem perguntas. Algo do tipo: “farei o que for preciso para que você tenha isso que ora deseja”;
- o próprio Synaptic, com todas as suas opções, que também me faz todas as vontades mas ainda diz: “olhe, você me pediu uma coisa, mas para ficar satisfeito vai precisar também disso e daquilo; deixa comigo, relaxa que vou te fazer feliz”;
- o apt-get, pela linha de comando, que pelo mesmo objetivo de me ver satisfeito vai além do limite do ambiente gráfico, expondo até mesmo as entranhas do sistema de pacotes (uma coisa meio selvagem, assim, mas com toda a liberalidade que nos caracteriza — Ubuntu e eu);
- e, finalmente, o modo mais hardcore de todos: compilação direta pela linha de comando
Devo alertar quem lê essas palavras, que se eu fosse menos arrojado do que sou jamais me passaria pela cabeça a possibilidade de ir tão longe nesse relacionamento. E justamente por isso, é necessário pedir do jeito certo para cometer essas ousadias. E o jeito certo para garantir que sempre vai ter o direito de ser ousado é instalar o pacote build-essentials. Só isso.
Relacionamento novo sempre vai ter aquela coisa infantil de ficar comparando ao que acabou (até porque sempre sobram sentimentos ocultos, afinal foram três anos de lealdade e companheirismo antes). E nesse caso, não poderia deixar de conectar minha webcam vagabunda (uma LG Web Cam², vulgarmente conhecida como LIC-110), e ver se minha nova paixão me condenaria pelo que tenho, ou se realmente estaria mais interessada em me ver feliz. Claro, foi só conectar e sair usando (no Kopete e no Ekiga, pelo menos). E o mesmo se deu com o scanner, que por já estar conectado a uma outra USB foi automaticamente configurado enquanto o Sistema Operacional era instalado.
E não é que eu quase me esquecia do que havia sido o principal motivo para o fim do relacionamento com o Slackware? Pois é, o Ubuntu tampouco reclamou da minha placa de som, simplesmente ele fala comigo incessantemente, canta em meu ouvido, não resmunga nem fica dias inteiros em silêncio sem que eu saiba o que está acontecendo.
Por um triz não caí numa outra relação que poderia ser tão conturbada quanto a anterior (temos tendência a repetir os mesmos passos, mesmo que eles não tenham sido tão certos): eu estava muito a fim de instalar o Gentoo, pela fama de seu sistema de pacotes, pelo fato de os programas serem compilados num nível altíssimo de otimização e personalização. Contudo, estou ficando velho, e não tenho mais o coração tão bom, para suportar tanta adrenalina, e emoções tão fortes; tenho mais urgência na satisfação de meus desejos, e quero que estes sejam antecipados, não quero mais ter de me esforçar tanto por eles; eu mereço essa facilidade, estou consciente disso.
À guisa de justiça, devo reiterar que embora minha relação com o Slackware tenha acabado toda nossa dificuldade foi por uma questão de personalidade, jamais de caráter. Por exemplo, eu sempre soube que podia confiar no Slackware, pois ele não me apunhalaria de maneira alguma. Em meu relacionamento anterior vivi muito o medo de ser agredido com aquelas maldosas telas azuis do inferno, ou de ser delatado apenas porque cometi o delito de deixar que — está bem, vou dizer o nome — o Windows se locupletasse nos arquivos e atualizações que ele dizia querer, e que se eu não permitisse ele deixava, simplesmente, de fazer a sua parte no nosso acordo.
E, bem, já que é pra confessar os podres, vou admitir: eu tenho ainda um relacionamento residual com o Windows, eu o tenho instalado no meu laptop. Mas não é traição ao Ubuntu, pois minha relação com o Windows agora é na base do dinheiro: eu paguei por ele, mas não tenho nenhum sentimento nobre. Só quero mesmo é usá-lo, para fazer o que eu não poderia fazer com o sistema operacional que eu amo.
Atualização: espero que este último parágrafo não soe muito machista a quem não está habituado a esses relacionamentos modernos, abertos e livres, como o meu com o Ubuntu.
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Meu amigo, te desejo muito boa sorte neste teu novo relacionamento. Espero que o Ubuntu te faça muito feliz
Abração!
[Reply]
Seja bem vindo…
Meu relacionamento com o Ubuntu tem sido muito bom, o melhor dos relacionamentos que já tive com SOs.
Nossa única desavença foi na atualização da versão 6.06 para 6.10, quando fiquei sem o X11. Mas nada é perfeito…
Abraço
[Reply]
Garanto que tu fez o apt-get dist-upgrade no modo gráfico. Só pode!
Ou então tu fez algum chuncho brabo na instalação da placa de vídeo e teve de refazer depois da atualização.
Eu atualizei meu laptop, e perdi minha placa wireless (o Ubuntu perdeu o suporte a ela). Aí reinstalei o Edgy desde o início e ficou um doce outra vez.
[Reply]
Na verdade os dois!
Mas o problema foi por causa da placa, pois até hoje não consigo fazer a celeração da minha nvidia funcionar. E no dapper fiz de tudo pra ela funcionar e nada! Até que desisti, no Edgy por enquanto vou deixar quieto, até por que sinceramente não preciso.
Aliás… alguém quer comprar uma FX5200?
[Reply]
Pois é, eu até tentei colocar o Ubuntu no meu ibook G3, pra tentar atualizar o software pelo menos sem gastar com peça (a Apple Brasil morde nos preços) mas não teve jeito, acabei voltando para o MacOS X, mas pelo menos com estilo: versão 10.4 Server!
Tá indo, às vezes preciso tomar um café até abrir o Photoshop ou o NeoOffice…
[Reply]
Que isso, cara? Se você tem um hardware da Apple, tem mais é que ter o MacOS X nele!
[Reply]
[...] É o título de um artigo do Jânio, um texto muito interessante sobre a troca do Slack pelo Ubuntu. [...]
Pois é pessoal, eu tenho lido e visto muitos comentários a respeito do Ubuntu, por isso estou baixando.
Mas minhas primeiras tentativas com o Linux está sendo através do Kurumin via CD.
E aos poucos quero aprender a usar e configurar o Linux.
Bom, estou baixando o Mandriva também, e com estes 3(Kurumin, Mandriva e Ubuntu) quero ver com qual irei conviver.
Bom texto!
[Reply]
Boa sorte com o Ubuntu.
Gosto muito desta distro e acho muito penosa a adoção do Slackware, sempre achei.
O Ubuntu é muito mais simples, você vai gostar.
Abraços!
[Reply]
Boa sorte pra você no ubuntu
Uso ela a meio ano e muito poco tive problema
Abraço
[Reply]
[...] Como falei aqui outro dia, acabei enchendo o saco do Slackware e optando pelas facilidades do Ubuntu. Eu já tinha ouvido falar do Compiz e do Beryl, gerenciadores de janelas capazes de adicionar efeitos incríveis à sua área de trabalho, mas nunca tinha tido a vontade de — sequer — ver como se instalam, por achar que era apenas mais uma viadagem que não me traria real benefício. [...]
O Ubuntu passa, lava, faz comida e de noite te dá carinho e não reclama quando você está cansado… Sim, você se sentirá muito feliz neste novo relacionamento!
Mas não perca de vista que sua sogra (a mãe do ubuntu) tem muitos méritos nisso… o que seria do ubuntu se não fosse o Debian
[Reply]
Passei por várias distribuições, mais agora é definitivo, o Ubuntu é pra sempre.
pra quem trabalha com o Ubuntu, recomendo instalar o automatix, é uma mão na roda.
[Reply]
Ah, o gostar do que a maioria não gosta! I know how you feel, brother.
[Reply]
pois é, fio, quem mandou gostar de sorvete de pistache?
[Reply]
[...] Original post by Janio Sarmento [...]
relação na base do dinheiro foi boa hahaha xP
[Reply]
Bem amigo, o grande lance dos usuarios de computadores eh que todos precisamos de um SO
, porem a micro$oft monopolisou essa area depois do bill ter roubado o projeto de interface grafica da apple (isso pode ser visto no filme - piratas da informatica - acho q eh esse o nome, muito antigo). Com isso o windows domina, e hj as pessoas nao mudam de SO por medo e/ou preguisa.
Toda via, podemos dividir os usuarios de SO em 3 tipos:
- Usuario Desktop
- Usuario Tecnico
- Usuario Coorporacao
O usuario Desktop procura por facilidade, comodidade, plug-and-play, essa caracteristica de usuario geralmente nao q saber oq rola por tras daquela tela super bonita, eles simplismente precisam usa-las
Ja o usuario Tecnico eh mais fuçador, ele tem grande curiosidade em oq ocorre por tras das telas bonitas, ele eh capaz de olhar para um jogo e apreciar nao a aparencia e sim os sistemas de deteccao de colicao, a fisica do jogo, a velocidade de processamento, em fim seria algo mas “hacking”, ter o poder nas mao, ser o ROOT hehehe
E por ultimo o usuario Coorporacao, esse nao esta preocupado com codigos ou interface e sim se funciona, pois ele busca confiabilidade, velocidade e estabilidade.
Bem ai cabe a cada um decidir sua distro ;). Pra bom entendedor meia palavra basta.
Uso linux a 7 anos, e ja passei por diversas distros, e todas tem suas vantagens e desvantagens, hj uso em servidores slackware, em usuarios desktop kurumin e a minha distro pessoal e slackware, mesmo com todas dificuldades , nao pq eh linux pra macho, mas foi com qual sentime no controle da maquina.
[Reply]
(Xiii… depois que escrevi todo esse texto aqui notei que o Carlos Valter escreveu algo parecido com o que eu fiz, hahahah!!! Mas também pudera, hoje ele foi almoçar na minha casa e coversamos sobre esse artigo, tivemos a mesma idéia! Mas foi legal, um complementa o outro!)
hahahahahh!!!
Cara! Não me leve a mal, …mas…, doce, chuchu, sorvete de pistache… e todas essas frases molhadinhas… Sei não heim!
Mas falando sério,
Não estou aqui para quebrar o pau no Ubuntu, inclusive eu instalo ele para alguns clientes… Estou aqui apenas para libertar suas mentes que estão aprisionadas pela doênça hipnótica Zototônica, mais conhecida como doênça do Zoto.
É o seguinte:
É altamente falho e ignorante generalizar uma experiência, necessidade ou opnião.
Exêmplo: O que é certo e errado?
Comer carne de calango é errado? Comer carne de cachorro é errado? Para nós pode ser, mas sabia que na Tailândia é uma iguaria muito apreciada? E aí? Quem está certo e errado? Todo o país da Tailândia está errado? Eu acho que não.
Então você se afeiçoou ao Ubuntu por ele ser bem mais prático e funcional “no seu caso”! Ótimo. Para ser sincero… Você nunca iria sobreviver ao Slackware mesmo. Não se sinta ofendido, vou explicar:
Existem três tipos de usuários, Fuçador, Usuário e Servidor.
O Fuçador é aquele cara que só vai dormir depois das 04:00 da matina e mal pode esperar a hora de levantar par voltar para o micro ou para o trampo usar o linux de lá. O fuçador é um desenvolvedor que procura transparência, controle total da rede, desempenho, segurança e estabilidade. Ele precisa de um sistema com o mínimo possível de scriptzinhos preparados para serem plug`n`play, resumindo: Ele tem o controle total sobre a máquina. Isso exige muito do fuçador, confesso, ele precisa conheçer os arquivos de configuração, precisa estar preparado para compilar kernel e fazer um monte de coisas nas tripas do sistema, mas cá entre nós, isso é tudo que motiva a vida do fuçador… ele adora o desafio e a dificuldade. Não existe nada mais prazeroso doque passar duas horas ou até dias tentando fazer um servidor radius funcionar e bingo!!!! Conseguiu!!! Bom… atualmente só existe uma única distro capaz de atender por completo as necessidades do fuçador… Slackware! Você pode fazer uma pesquisa na internet, quase 100% dos fuçadores utilizam Slack.
O segundo tipo, Usuário, esse não importa a distro, desde que funcione bem, o usuário quer um sistema em que ele liga e usa, um plug`n`play total, o Kurumin e o Ubuntu são líderes na preferência dos desktops… Porquê? Óbvio! Quem opera desktops são usuários. Os fuçadores jamais chamariam seus micros de desktops. O usuário precisa de um sistema em que ele plugue um hardware e já reconheça automaticamente e deixe pronto para o uso. Mais uma vez Ubuntu é o sistema. o usuário precisa de uma interface bonitinha… Gnome é a interface certa! O que mais um usuário precisa? Suite office, internet, msn, … cara! quer algmo melhor do que msn no Ubuntu? O Ubuntu já vem pronto para uso, você não precisa entender nara de configuração, nem precisa saber o que é kernel. E saber sobre as tripas do sistema não vai ajudar o usuário no mercado de trabalho, os desktops nào precisam de entendimento de seu funcionamento, precisam apenas que funcionem para o que foram projetados. Ubuntu é o sistema certo para isso, ninguém precisa saber como funciona por dentro. O Ubuntu sempre mantém tudo sobre controle. Faço manuntenção particular vez ou outra, e sempre digo aos meus clientes: “Cara! Windows dá muito problema, todo mês você me chama pra resolver um problema e acabo levando 60 reais seu. Vamos instalar o Linux (Ubuntu) e você vai parar de jogar dinheiro fora”. Sei que estou arriscando perder dinheiro com manutenção, mas pode crer! Vale a pena, só pelo prazer de ver o Linux se proliferando por aí. O Ubuntu nunca vai dar dor de cabeça para meus clientes. Eu uso Slack, mas se eu colocar Slack pro cliente, no mesmo dia ele vai me ligar querendo saber como faz tal coisa e tal coisa outra.
O terceiro e último tipo é o Servidor (da empresa), Do que a empresa precisa? Estabilidade, disponibilidade, segurança, transparência e desempenho, eles não precisam de um sistema plug`n`play, afinal, servidor não é micro pra ficar trocando de hardware todo dia. Ninguém vai ficar operando, então não precisa nem de interface gráfica, logo se vê que Ubuntu não é sistema para ele, dá pra usar, claro! Mas faz uma pesquisa e vai ver que não é a preferência da maioria, para servidor estão preferindo mais é o BSD, …, o RadHat já teve seu tempo, agora está meio de lado, o Slack tá começando agora nos servodores, tem até dado conta bem do recado, mas não é a preferência da maioria.
O fuçador agora trabalhar de adminstrador de rede, ou seja, administra o servidor, logo ele precisa saber muito bem sobre as tripas do sistema, e nào tem linux melhor pra isso do que o Slack.
Sei que cada um gosta de defende sua bandeira, mas você não iria gosta de ver o Ubuntu sendo usado em servidores, assim como eu não gosto de ver Sack sendo usando por usuários, veja bem, não é discriminação, apenas acho que cada coisa deve ficar no seu devido lugar, você sai para passear usando um caminhão? Não! Você vai num carro esporte. Camineiro adora caminhão, mas ele não vai querer ver você passeando em um caminhão, ele vai falar: Esse cara é maluco, o carro esporte é para passear! Caminhão é pra transporte!
Então, o que quero dizer com tudo isso?
Não fique tirando conclusòes sem analizar o caso, cuidado com o título do seu texto, tudo o que você queria dizer é que o Slackware não serviu para você, mas no seu texto você “tenta” afirmar de que o Slack é terrível, incapaz de configurar até mesmo uma simples webcam (um fuçador configura uma webcam dessas em menos de 20 minutos, incluindo o tempo para achar o drive).
Pessoas menos entendida pode ler seu artigo e ficar gravada a impressão errônea de que o Slack não presta.
Veja bem: Uma mulher se deu mau no casamento, então ela fala para o mundo inteiro que homens não prestam… É isso que você acha também?
Slackware é umas das melhores distros existentes, mas apenas para fuçadores, e a melhor distro que tem para desktop é Ubuntu. Dá pra fazer Slack ficar bem no desktop, mas dá muito trabalho configurar tudo, o usuário não quer trabalho com configurações, ele não precisa perder tempo com essa bobeira. Mas o fuçador adora perder tempo com essa bobeira, o fuçador não perde tempo com jogos, ele aprovieta o máximo de tempo para aprender coisas novas sorbe Linux e quaquer outro assunto que ele acha interessante.
Sacou? Não existe a melhor distro, existem necessidades diferentes. E para cada necessidade existe a melhor solução.
Espero que todos passem a ver dessa maneira, assim podemos viver sem jogar terra na comida uns dos outros. Pois defendemos a mesma causa, o software livre.
Veleu galera!!!
(Xiii… depois que escrevi todo esse texto aqui notei que o Carlos Valter escreveu algo parecido com o que eu fiz, hahahah!!! Mas também pudera, hoje ele foi almoçar na minha casa e coversamos sobre esse artigo, tivemos a mesma idéia! Mas foi legal, um complementa o outro!)
[Reply]
Cara, o negócio é o seguinte…
Em primeiro lugar desculpe eu escrever pouco, mas hoje estou mal humorado e com dor de cabeça, razão pela qual vou falar só do que é importante.
Primeiro: não é “opnião”, e sim “opinião”. Não sei de onde as pessoas tiram que esse P tem que ser mudo.
Segundo: esse arquivo está marcado como HUMOR e ARQUIVO PESSOAL. Eu não tive, em momento algum, a intenção de “tirar” usuários do Slackware, ou generalizar o que quer que fosse. Apenas aproveite que estava inspirado (bem mais do que agora) para escrever um texto bem humorado sobre uma troca de sistema operacional. Eu sou livre pra fazer isso (tanto trocar de sistema quanto escrever sobre a troca).
Terceiro: você não sabe quem eu sou para ficar escrevendo um texto gigante desses como se eu fosse um imbecil que depois de aprender a usar uma coisa acho que aquilo é o sétimo céu. Cada caso é um caso, e o dono do dinheiro é quem tem que decidir como vai gastá-lo. Software livre não é religião, para ficar “proliferando” feito uma causa.
Quarto: não sei quem é você, nem quem é o Carlos Valter, mas pode ter certeza de que eu já passei muitas, muitas noites em claro aprendendo linguagem de máquina, C, Pascal e outras linguagens, fuçando e modificando códigos para aprender como as coisas funcionam, queimando os dedos nos ferros de solda criando hardware e escrevendo software para ele. E tudo isso sem ter pai e mãe sustentando, trabalhando o dia inteiro, estudando à noite e virando noite acordado estudando sozinho.
Quinto: você não sabe o que eu faço na vida para dizer se eu sobreviveria ao Slackware ou não.
Sexto: que bichice isso de “doce, chuchu, sorvete de pistache… e todas essas frases molhadinhas… Sei não heim!”. Não se preocupe que não vou fazer concorrência pra você, desde sempre que eu conheço meus gostos e tenho meu território bem demarcado.
Sétimo: sei que meu comentário ficou meio azedo, mas a intenção não é agredir (como a sua também não é). Só que acho leviano você rotular uma pessoa que não conhece por um texto humorístico que ela escreveu. Bota mais leveza na tua vida, cara, “get a life”. Você vai ver como é bom ser feliz.
[Reply]
Bom…. É isso aí… Já entendi… esquece tudo o que eu disse, por mais que eu escrevesse ou apresentasse a idéia de várias maneiras você não entendeira… Afinal, você pega até erros de ortografia para tentar ganhar pontos. !!! Ferro de solda pra criar hardware?!!!!! Você é o cara mesmo! hahaha
[Reply]
Se um dia você puder tirar um tempo, não precisa ser muito, da sua incansável atividade de estripar o Slackware madrugadas inteiras, procure se inteirar sobre como eram os cursos técnicos em eletrônica na década de oitenta, em plena reserva de mercado, quando máquinas Apple, TRS-80 e MSX eram criativamente modificados por pessoas brilhantes (como os meus professores e colegas) para criar dispositivos que fora do Brasil eram comuns, como termômetros inteligentes para controle de caldeiras, catracas eletrônicas, relógios-ponto, e outros, que aqui foram os precursores de uma grande revolução tecnológica.
É… Gente da geração videogame não deve entender o que isso significa, né? É coisa de velho…
[Reply]
Eu acho muito engraçado quando as pessoas defendem a liberdade, querendo limitar as opções dos outros.
De onde veio sua definição de tipos de usuários do Linux, não me encaixo em nenhuma delas.
Uso o Linux há 11 anos, já escrevi device drivers, programei em hexadecimal e administrei mais de 30 servidores corporativos.
Até hoje de manhão meu perfil de usuário era de usuário técnico, administrador de sistemas ou professional root, você pode escolher.
E assim como o Jânio, uso o Ubuntu no desktop, larguei o slack há muito tempo, pois tenho contas a pagar e não posso perder 20 minutos para fazer um hardware funcionar na minha máquina pessoal.
Lamento se o mundo real é diferente do mundo encantado em que vocês vivem.
Adorei o texto do Jânio e só um usuário maduro poderia produzir algo do gênero.
[Reply]
Respeito sua opnião caro amigo,mas temos que levar alguns fatores em conta.
01.O slack não é uma versão caseira.Ela é voltada pra servidores(peculiarmente internet) e como a sua propria filosofia diz,tenta manter as coisas o mais unix e simples o possível,fato dele não ser tão amigavel.Uso ele em servidores nunca tive problemas com ele nesse caso,sendo o sistema mais completo que achei e me identifiquei.Em desktops realmente ele é meio trabalhoso.
02.To mundo que realmente(por mais fatos e proezas que tenha feito)q vive e estuda o mundo infinito do linux tem uma mente mais aberta(muitas vezes devido as filosofias existentes),acho prescipitado julgar um sistema morto por tais questões.Já é fato e é conhecido no mundo linux que todas distribuições tem seu foco em determinado aspecto.Voce não usaria Red Hat Enterprise server para digitar seus textos e ouvir suas musicas utilizaria?Mas sim uma distribuição com foco no asssunto.Para mim não há distribuições extintas ou piores todas tem seu prós e contras.
Antes de crucificarem um distro,analizem bem sua “filosofia” e finalidade,filosofia não dá dinheiro nem enche barriga, mas te ajuda a não perder tempo com os porblemas ja citados posteriormente.
Obrigado.
ah…gosto de debater sobre linux…acho um assunto interessante..comente ai..
[Reply]
Cheguei aqui por acidente, mas como um usuario de Slackware a 7 anos, nao pude deixar de ler.
Algumas de suas criticas me pareceram infundadas: o funcionamento de drivers nao depende da distro, se o alsa parou de funcionar nao eh culpa da distro, tao pouco vc fazer bobagem na compilacao do kernel.
Quando o Patrick tirou o gnome da distro tb achei meio chocante, mas ca entre nos, eu ja estava me bandeando mesmo para o lado do kde (e pensar que na minha primeira instalacao de linux, Slackware num 233mmx com 32 mb de ram, eu usava window maker!)
O fato eh que o slackware eh uma distro simples, de facil manutencao e configuracao, apesar de ter um monte de gente que diz o contrario. O que esperavam? Janelas bonitinhas ao invez de arquivos de configuracoes?? Pq nao usam windows entao??
Atualmente, alem de em alguns servidores e de um desktop que pouco uso, sou um feliz usuario de slackare 11 num notebook acer aspire. Para melhor suporte a placa de rede wireless (broadcom), uso kernel 2.6.19. Nao tenho problemas com placa de som, video, tao pouco uso de dispositivos usb, como pendriver e impressora.
Acredito que distro eh uma questao de perfil: para quem gosta das coisas funcionando sem dor de cabeca, pensam no computador como um instrumento de trabalho e nao como objeto de estudo, existem varias distribuicoes que rodam em qq lugar e vc pode ate coloca-las em pendrive (veja a Slax) a custa de terem suporte a dezenas de hardware que vc nao sabe nem que existe, e serem compiladas para um processador generico, etc
Para quem gosta das coisas mais organizadas e mais ajustadas ao seu equipamento e se interessam por computacao, existem as distribuicoes como Slackware e a possibilidade (hoje, para meu desgosto, meio forade moda) de recompilar seu kernel. Claro que a dedicacao para manter esses ambientes eh muito maior, mas maior tb sera seu aprendizado.
[Reply]
[...] Blog do Janio - Adeus, Slackware. Bem vindo, Ubuntu, O fim do “nofollow”, Blog sobre Emagrecimento, Medicamentos para Emagrecer: Indicações, Opções e Riscos e Feliz Natal com uma Árvode de Verdade com PR 3. [...]
[...] A few weeks ago in my original (Brazilian Portuguese) blog I wrote a post about migrating from Slackware to Ubuntu. Of course I could see every kind of reaction, since those who understood that I was making fun with the differences, until those zealots that ” don’t aske me how ” misinterpreted my text, as if I was trying to take users from Slackware to Ubuntu. [...]
Meu Slackware vai muito bem, obrigado, sem prévia de migração para o Ubuntu, e tudo funciona nele mais fácil e melhor que em outras distribuições, eu (honestamente) não vejo o motivo das dificuldades que todos criticam. Afinal, não é o foco da distribuição ser estável e simples, atendendo ao padrão KISS?
Ah, uso DropLine Gnome 2.16 com AiGLX sem nenhuma dor no coração nem dor de consciência por não usar quase nenhum K-Software (KRDC e Kaffeine eu gosto e muito). É meu desktop e meu servidor.
Finalizando, definitivamente a comunidade Linux está mudando e para pior. As pessoas estão adquirindo o mau-hábito da preguiça de pensar, dependência desnecessária de ferramentas, o que por alguns é chamada “síndrome de estocolmo virtual”. Antes, o que acontecia apenas nos sistemas Microsoft, hoje é palco nas distribuições derivadas do Debian e no Ubuntu.
Infelizmente! =)
[Reply]
Cara, concordo contigo. Mas acho que o slack é mais para servidores, para instalar algo mais chato, que precisa de um linux puro e sem tantas customizações que o ubuntu / opensuse tem.
Fui usuário por anos do suse, mas dai ele começou com um monte de frescura e ainda mais o acerto com a MS e larguei de mão.
Mas hoje no meu note por enquanto o ambiente é democrático: Tem um windão, um FreeBSD para diversão, Slack para compilar algumas coisas e o Ubuntu como desktop(apesar de eu odiar o gnome e preferir o kubuntu).
Boa sorte! Bem vindo a vida de volta!!
[Reply]
Eu devo ser o cara mais azarado do mundo. O Ubuntu deve ter raiva de mim. Eu cansei de baixar pacotes corrompidos, fazer atualizações que danificaram o meu sistema operacional e ter hardware que simplesmente não é configurado adequadamente.
Sem falar que eu não gosto de uma distribuição sem compiladores e ferramentas básicas, visto o caso de um colega meu: Instalou o Ubuntu no computador. Ia instalar o modem discado, mas não tem o build-essentials. Então, instalar o build-essentials pra compilar o driver do modem ou compilar o driver do modem pra adquirir o build-essentials? Isso são coisas de uma distribuição mal feita. Podem criticar, mas é verdade, não?
E Gabriel, eu gosto do Slackware justamente por sua flexibilidade. Não dei certo no iptables do Ubuntu, também. E o Slackware, provavelmente por ser inteiramente controlado pelo dispositivo entre o /dev/keyboard e o /dev/mouse, não tende a dar problemas. Se houveram, foi por que o referido dispositivo falhou.
Finalizando, Gabriel, eu também sou um usuário democrático. Gosto muito de FreeBSD, Microsoft Windows 2000, Sun Open Solaris, NetBSD e outros sistemas oepracionais. Mas, distribuiçao Linux pra mim é Slackware. Pra estação de trabalho e pro servidor. Flexibilidade é tudo
[Reply]
Meus caros,
Slackware tem um gravíssimo problema…. é mantido por uma pessoa só. O dia que o Patrick morrer… bye bye slack! E não existe essa história de que alguém irá pegar o lugar dele… porque mesmo alguém mantendo, não terá a mesma ideologia.
Bom, vocês estão muito desunidos, Linux é Linux e pronto.. não deveria existir essa estúpida rivalidade. Não existe “o melhor Linux”, tudo depende da usabilidade. Eu por exemplo, gosto de usar como desktop o Ubuntu e Debian em servidores, nem por isso quer dizer que tenha alguém aqui melhor do que eu só porque usa “slackware”.
Alias, eu afirmo… Slackware é ótimo e uma bomba relógio ao mesmo tempo. É ótimo por ser leve e de fácil customização. Uma “bomba” por não ser democratico e ter apenas UMA (1) pessoa comandando o rumo da distro. Hoje o Patrick tem uma posição, amanha ele pode mudar de idéia e eu ficar com um sistema desatualizado por não concordar e/ou querer atualizar o sistema conforme as decisões dele.
O Ubuntu está aí… distribuição desktop mais usada do MUNDO, totalmente democratica e transparente. Todas as decisões são tomadas em grupo, beneficiando assim o usuário final.
Essa é a minha critica ao Slackware, não por ser melhor ou pior…. mas por deixar o “rumo” do meu computador nas mãos de uma pessoa só.
Pensem nisso antes de adotar uma distro como preferida… não somente na distribuição, mas sim pela sua filosofia e por quem é mantida.
[Reply]
“O dia que o Patrick morrer”, come on… Ele já esteve doente, e quem ajudou ele a terminar o Slackware 10 foi o brasileiríssimo Piter Punk. Se um dia isso acontecer, o Slackware não será descontinuado. Sem mencionar o fato de sua esposa Andrea Volkerding, que compila os kernels de cada versão. Ela também é mantenedora.
[Reply]
Suporte a hardware? Você fez a lição de casa? Aonde estão os seus scripts?
[Reply]
Cara na boa o meu SLACKWARE me serve muito melhor do que QUALQUER “DEBIAN” pois ele reconheceu todo o meu hardware e sempre esteve 100% aqui, o problema da webcam tem como ser resolvido, um amigo meu por exemplo tem uma Lan House que possui o aMSN e com webcam funcionando numa boa e tudo isso usando SLACKWARE !!!!
Que o apt-get funciona isso eu acredito, mas nem tanto, as vezes ele faz umas pequenas bagunças.
Bem gosto é igual c* cada um tem o seu, e por isso eu não vou discutir que a minha distribuição é melhor que a tua, só espero que depois vc não se arrependa ou saia por ai dizendo adeus ao Ubuntu e falando mal dele por ai.
As vezes o problema pode estar no USUÁRIO.
[]’s
t+…
E boa sorte….
[Reply]
Ubuntu é muito legal. Uso Slack no desktop e Ubuntu no laptop (windows para meus joguinhos hehe). Em breve, tomarei uma decisão semelhante à sua. Tudo indica que os estudos e o curto tempo que irei dispor num futuro próximo me levarão a largar o Slack em virtude do Ubuntu no desktop: tudo simplesmente funciona.
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bem…
se o seu problema eh com o apt-get
se voce fosse um fuçador e um pokinho informado… saberia q existe um tal de
slapt-get … os repositorios??
tentava linuxpackages.com
eu comecei com o Kubuntu, migrei para o Slack.. e so mto feliz com ele..

hj em dia, prefiro mto mais desempenho e praticidade, do que comodidade e algo q seja pesado…
da um lsmod no console… e veja qtos modulos esse tal Ubuntu carrega
por isso q funciona tudo..
ujahuiahiuhuiahaiuh
abraços
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Acho que vou fechar os comentários nesse post.
Não tem nada que me irrite mais do que um zelote do Slackware achando que eu não sei o que é slapt-get, ou que não conheço o linuxpackages, ou o que quer que seja que diga respeito ao Slackware. Eu usei essa porra por três anos, e enchi o saco de ter que me matar para fazer funcionar recursos que outras distros (como o próprio Ubuntu) fazem automaticamente.
Da mesma forma, não consigo entender como alguém que escreve “pokinho” possa pensar que é mais inteligente que eu, ou em outras palavras que possa subestimar minha inteligência.
Já disse que troquei de distro porque preciso de produtividade, e ficar escovando bits é pra quem não tem o que fazer. No meu tempo livre ao invés de ficar escovando bits eu prefiro fazer coisas mais prazerosas. Como sexo, por exemplo.
Estou cagando se o Ubuntu carrega quinhentos módulos, o que me interessa é que funcione. tenho hardware sobrando é para isso mesmo.
E o próximo que vier aqui comentar sem ter entendido o real tom desse post, por favor inscreva-se num curso de interpretação de texto ao invés de investir todo o seu dinheiro em alfafa, pode ser produtivo.
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Janio, querido.
amadores, amadores….
“todos os caminhos levam ao pai” hehehehe
tem um monte de piá por aí que precisa ’subestimar’ os outros para se sentir ‘bonzinho’.
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Janio
Sou novato em linux, uso o Ubuntu a cerca de um mes e meio, talvez dois no máximo. Aprendi sozinho a me virar no Windows e, para ser honesto, tenho gostado muito do Ubuntu, pouca coisa eu sei, o que já fiz foi fuçando a internet, frequentando fóruns para aprender com experiências de outros assim como aproveitar dicas. Parto da seguinte norma: O direito de um termina quando se começa o de outro. Gostei do seu artigo, foi feito de uma maneira engraçada mais ao mesmo tempo séria, pois sujeitos como eu ainda não sabem usar terminal e o que digitar nele direito, mais em um ponto vc está certo o danadinho do Ubuntu entrega mais mastigado e sem querer desfazer de slackware ( sei que não são todos, mais se consideram superiores aos demais mortais que usam outras distros ) o Ubuntu está fazendo sucesso poque está indo ao encontro dos ditos analfabetos em linux ( tipo eu ) e o seu artigo reforça esta idéia. Sempre existirão pessoas que defenderão um sistema ou outro ou também as variantes de sistemas mais se até Jesus Cristo não conseguiu unamidade não será o Ubuntu que conseguirá.
Um abraço
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Boa tarde a todos. Sem comentários o ubuntu é o melhor, muito fácil de instalar e configurar, pricnipalmente uma rede wireless e com os programas wicrawl. Só não estou conseguindo configurar um servidor radius nele, para autenticação usando o protocolo wpa. Alguém saberia me dar os passos ou o link de algum tutorial sobre esta instalação?
Desde já agradeço.
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Janio,
Compreendo a sua frustação com slackware, só acho que você confundiu o que é uma distribuição quando precisou configurar os Drivers.
Problema com drivers não tem nada a ver com a distribuição e sim com o kernel. O kernel que é responsável em administrar toda a comunicação entre os sofwares e os hardwares.
Existem distribuições que vem com o kernel compilado com tudo que é driver nativamente, isso é bom e ruim, pois ao mesmo tempo que você pode ter um sistema totalmente plug and play você pode também ter um sistema instável e sobrecarregado de drivers que você nunca irá utilizar.
Vamos usar um exemplo prático para isso ? imagina um firewall ? imaginou ? Se um linux pnp fosse uma pessoa e esta pessoa fosse um administrador de rede ele simplesmente pegaria o iptables e liberaria toda a rede e ia manualmente bloqueando tudo, quando, a prática mais correta seria primeiro bloquear tudo e liberar somente o que a rede precisa trafegar.
A filosofia do Slackware é mais ou menos esta, ele vem com tudo que você precisa, em forma de módulos, e existem dezenas de módulos no blacklist, que geralmente são módulos problemáticos que compromete a estabilidade do sistema. Eu já tive a curiosidade de conferir módulos que causam conflito com outros módulos que são colocados na blacklist do slack e que são compilados nativamente em outras distribuições. Não conferi isso no UBUNTU.
Vale ressaltar que dezenas de módulos não vem compilado como módulo no slackware, você recompilando o kernel pode habilita-los manualmente.
Quanto a softwares, quando eu começei a fazer o meus próprios pacotes Slackware (tgz) através do checkinstall e slacktrack nunca mais se quer entrei no linuxpackages.net .
Quando eu aprendi a ler o source do slackware por exemplo e passei a pegar os SlackBuilds e recriar os pacotes com as flags personalizadas em cada software e manter o padrão do sistema, eu pude realmente entender o que é uma distribuição simples e clara.
A gerência de software do slackware é espetacular, a única, ÚNICA coisa mesmo que deixa a desejar é o controle de dependências, mas, também não é nada demais.
A filosofia do slackware não é ser pnp e sim estável.
Considerar simples é um conceito que vai de cada um. Eu particulamente acho muito mais simples configurar um arquivo texto do que ter um programa que configure para mim, e detalhe, acho mais simples e mais seguro, pois se ocorrer algum problema você sabe que você que o provocou e conhecendo a fundo cada software vai facilmente resolve-lo.
Voltando ao início do post, eu particulamente migrei para o linux pois queria algo estável onde eu pudesse ter total controle sobre o sistema, não procurei algo que fosse mais bonitinho ou mais fácil do que o windows.
É obvio que se fosse estável e bonitinho seria muito melhor, mas, infelizmente não temos como ter tudo.
Quanto a questão do GNOME e KDE, é realmente uma questão de preferência. Eu particulamente prefiro o KDE por ter um grupo de desenvolvedores mais sérios e por ter aplicações melhores, mas, volto a repetir que é uma preferência pessoal.
Finalizando..
Acho corretíssimo você procurar o que vai mais te satisfazer, mas discordo quando você diz que uma distribuição não te atende se o problema não é da distribuição e sim de quem está sentado na frente dela.
Concluindo..
Acho muito bom este movimento que está acontecendo com o Ubuntu, as pessoas se movimentando, falando, migrando e etc..
Isso tudo vai ser muito útil a comunidade linux, a única coisa que eu realmente espero é que esses usuários tentem de alguma forma contribuir, ao menos relatar problemas e sugestões aos desenvolvedores de sua distribuição predileta, principalmente tente ajudar ao próximo escrevendo artigos e não sejam somente usuários que reclamam quando alguma coisa não se comporta como o esperado.
Me apresentando..
Sou usuário de Slackware desde 1997, ajudo quando posso a comunidade linux, escrevendo artigos
(vivaolinux), respondendo perguntas em foruns.
Abraços e Parabéns pelo artigo.
jpfaria
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