29 May 2007

Temporada um de Heroes: “Gran Decepcione”

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Já faz alguns dias — uma semana para ser mais exato — que foi exibido na América do Norte o episódio 23 de Heroes, o “Gran Finale”. Tá, okay, foi legal, mas eu acho que os produtores ficaram devendo muito no último episódio, se comparamos o fechamento da temporada com a expectativa criada nos 22 episódios anteriores.

Só para ficar nas poucas principais decepções:

  • havia uma expectativa de que o episódio final tivesse duas horas de duração, mas foi um episódio normal;
  • havia a expectativa de que o Hiro matasse o Sylar, mas ficou bem claro que ele escorreu para dentro de um bueiro feito uma barata;
  • ninguém explicou que bandalheira foi aquela de o Peter voltar invisível no passado e conversar com o morto que podia vê-lo;
  • ninguém demonstrou qual era o poder da Vovó Petrelli;
  • terminou a temporada e ninguém explicou como a Hana Gitelman lida com spam e outras formas de mensagens indesejadas;
  • não foi possível entender ainda o que é e para que serve a organização do Linderman (que teve o fim que eu esperava mesmo para ele).

Acontece que com um pingo de pesquisa e imaginação teria dado pra fazer um final bem mais legal para a temporada. Prova disso é um comentário (do leitor marin) no artigo Heroes Peter, Nathan and Sylar: back for season two do site Heroes Revealed.

Este leitor propõe um final alternativo, em que no momento que aparece o mala do Nathan Petrelli (como o estereótipo do político sugere, oportunista e querendo ficar de bom moço e salvador da pátria) quem aparecesse fosse o Hiro, e teletransportasse consigo o Peter para algum lugar onde não houvesse pessoas (por exemplo, Sibéria, Tunguska); porém, como o Hiro sempre comete alguns deslizes ao lidar com seu poder (basta ver que no fechamento oficial da temporada ele se transporta para o Japão, de 300 anos atrás), ele acaba levando o Peter Balboa (sim, Israel, é por tua causa) para uns 99 anos antes, algo como o dia 30 de maio de 1908. Pesquisando na Wikipedia por aquela data… oh! Surpresa! Aconteceu mesmo uma explosão nunca explicada lá, chamada de Tunguska Explosion!

Contudo, o único que consegue viajar no tempo, agora que o Peter Petrelli virou patê, é o Hiro Nakamura. Não teremos um final bacana como esse que o cara imaginou, mas ainda temos o direito de torcer para que na segunda temporada, se não me engano prevista para 24 de setembro, os produtores evitem algumas coisas que nos irritam. No meu caso:

  • acho o Sylar um porre; se ele tiver de voltar que seja lá pela centésima décima nona temporada; a sacada do personagem foi legal para a primeira temporada, mas não me parece que um serial brain-eater convença em duas temporadas (há rumores de que ele vai voltar acometido de amnésia, e que por isso ele vai virar mocinho — o que até faz sentido, já que como eu disse em outro artigo é pro influência daquela mãe mala que ele virou o mala que é);
  • tomara que a Niki, se tiver de reviver o passado, tire a roupa diante da câmera do notebook, e pare com a viagem esquizofrênica de achar que tem outra por dentro;
  • tomara que o Micah não perca o interesse nos brinquedos adequados a meninos da sua idade devido ao seu poder (lembro que na época do MSX eu preferia descompilar os joguinhos e descobrir “pokes mágicos” que davam vidas infinitas a propriamente jogá-los — se eu tivesse o poder do Micah essa parte da minha adolescência teria sido um porre, e hoje talvez eu não fosse o geek que sou);
  • torço para que o personagem que apavora a Molly seja um vilão tão interessante quanto foi o Sylar na primeira temporada, mas que ele não se torne um porre como o relojoeiro se tornou;
  • que o Parkman sobreviva e caso não encontre mais a família vire garoto de programa, e que fique mais rico que a Niki graças ao poder de “adivinhar” os desejos das clientes, como o laboratório que ele fez em casa mesmo;
  • o DL se mostrou o personagem com mais personalidade, depois do Hiro, claro, ao resistir aos ferimentos a bala e ainda meter a munheca nos miolos do Linderman; espero que ele tenha uma participação maior na próxima temporada;
  • e, por fim, tomara que o Padre Quevedo invada a segunda temporada e desmascare todos os heróis, atestando veementemene que “líderes de torcida que se regeneram é coisa que non ekziste”.

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10 Respostas para “Temporada um de Heroes: “Gran Decepcione””

  1. Marcus VBP on 29 May 2007 at 7:44 am

    HAHAHHAHAHA

    É mesmo Janio, o final de temporada de Heroes foi uma “Gran Decepcione”. Aqueles 30 minutos iniciais de desenvolvimento (em outras palavras: enrolação) ficaram muito grandes nos 42 minutos de episódio, mas se fosse um episódio de 1h20 ficaria perfeito.

    E outra, apesar da série ser classificada como um drama, tenho certeza que 9 entre 10 fãs esperavam uma porradaria fenomenal no final, afinal, eles ficaram devendo antes.

    Uma coisa que eu percebi é que, Heroes, apesar de ser uma série muito boa, com todos os seus acertos ainda é inferior à Lost, que teve um final de temporada simplesmente fenomenal. Mesmo lost tendo muitos episódios enrolation.

    Garanto que o episódio 21 de Lost fez muita gente passar a gostar do roqueiro Charlie, que antes era uma mala.

    [Reply]

  2. ByM on 29 May 2007 at 10:11 am

    Realmente, o que ficou faltando nesse episódio foi grandiosidade… Eu gostei, mas não foi aquele “gosssstar”… Foi legal, coisa e tals…
    A esperança é deles se redimirem na segunda temporada…
    E pra mim não teve cara mais foda que o Bennet… Agora que ele tem “em mãos” o Parkman e a Molly, fudeu a mariola…

    Falando nisso, onde estav o haitiano esse tempo todo?

    [Reply]

  3. Marcus VBP on 29 May 2007 at 10:49 am

    Bem lembrado ByM. Cadê o Haitiano, que poderia muito bem resolver o problema Sylar de maneira muito fácil?

    Ele convenientemente sumiu!

    [Reply]

  4. Israel Cefrin on 29 May 2007 at 11:44 am

    Janio
    Falando em Padre Quevedo, percebeste uma coisa comum a quase todos os homens de heroes?
    O primeiro nome de todos é de origem bíblica, quer ver?

    - Peter Petrelli - Pedro, o apóstolo
    - Nathan - Natanael tb apóstolo, conhecido por Bartholomeu, o primeiro a reconhecer e origem dvina de Cristo como FIlho de Deus.
    - Matt Parkman - Matt é de Mathew ou Mateus (o publicano e autor do primeiro evangelho)
    - Noah Bennet (pai da Claire) - Noé (esse mesmo,da arca)
    - Isaac Mendez - Isaque filho de Abraão
    - Micah - Profeta citado no livro de II Crônicas
    - Gabriel Grey (Sylar) - Gabriel o anjo mensageiro
    - Eden (essa é mulher), o nome do paraíso em Gênesis.
    - Zachary - amigo da Claire, nome do profeta pai de João Batista

    No mínimo curioso.

    [Reply]

  5. Blog do Isra » Nomes de Heroes on 29 May 2007 at 11:57 am

    [...] Janio já fez um resumo do que pensei sobre o último episódio da primeira temporada de Heroes.Mas não pude dexar de [...]

  6. Rafael Slonik on 29 May 2007 at 1:56 pm

    Sua opinião bate com a minha.

    E quanto ao final de Lost? Eu dou nota 10. Na minha opinião, fez seu papel.

    [Reply]

  7. Janio Sarmento on 29 May 2007 at 2:37 pm

    Eu não vejo Lost, galera…

    [Reply]

  8. Moisés Fontana on 03 Jun 2007 at 10:37 am

    Muito bom o seu resumo sobre o episódio final, concordo em grau, gênero e número.
    Sucesso no blog Janio!!!

    [Reply]

  9. [...] primeira temporada acabou (não sei se já acabou aqui no Brasil), e o final dela não foi lá essas coisas. Mas em 24 de setembro estréia a segunda temporada, e é sobre ela que quero deixar [...]

  10. Lu on 02 Jul 2007 at 1:35 pm

    Voltei pra ver por que você tinha achado o ep. 23 decepcionante (e, claro, aproveitei pra ler os outros textos sobre Heroes e AMEI aquele site, Heroes Wiki!) e, bem, tenho de discordar. Amei o último episódio! Amei as reviravoltas, a presença de cada personagem, a sensação de que surgirá uma espécie de Liga da Justiça, a morte do Sylar (que bueiro que nada, o cara morreu!!) e, claro, o gostinho do Livro II. Duro vai ser esperar até setembro…

    Só não gostei do DL tem sobrevivido - ele é um porre, e o murro no cérebro do Linderman não o redimiu, imho.

    A organização do Linderman, na minha opinião, começa com boas intenções, mas se desvirtua ao longo das décadas, acreditando que “os fins justificam os meios”. Lembra o Magneto.

    [Reply]

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